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A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças. | |
Zona Leste de São Paulo terá
UPA 24h, anuncia Padilha |
Síndrome do Ovário Policístico pode levar ao câncer de endométrio. |
Dia Nacional de combate ao Câncer serve para conscientizar a população |
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Ministro instalou núcleo de qualidade do atendimento no Hospital Santa Marcelina
O atendimento de urgência e emergência da zona leste de São Paulo terá reforço com a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) na região. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita ao Hospital Santa Marcelina nesta sexta-feira (18).
A medida faz parte do programa S.O.S. Emergências, que visa a qualificar e humanizar o atendimento de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação tem início em 11 grandes hospitais de referência, incluindo o Santa Marcelina e a Santa Casa de São Paulo.
Durante o período de construção da UPA, que deve durar aproximadamente um ano, será montada uma estrutura de pronto atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, que ajudará a desafogar o atendimento no hospital. O posto deve começar a funcionar a partir de janeiro, em um espaço localizado a cerca de 100 metros do Santa Marcelina.
“O ministério resolveu não ser apenas o técnico que dá diretrizes e condições aos jogadores. Nós vamos entrar em campo para fazer, em parceria, as mudanças necessárias para dar mais qualidade e humanizar o atendimento de emergência”, disse Padilha. Focadas em atendimento de média complexidade, as UPAs 24h são capazes de resolver até 96% dos casos atendidos sem necessidade de encaminhamento a um hospital.
Acompanhado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, Padilha visitou o pronto socorro do hospital, único de alta complexidade da Zona Leste paulista, e instalou o Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar, composto de representantes da direção do hospital, das secretarias municipal e estadual de saúde e do ministério. O núcleo será o responsável por fazer o diagnóstico do hospital e elaborar o plano de trabalho para reformulações.
Padilha destacou que, além dessas estratégias para aliviar a porta de entrada do pronto socorro, o S.O.S. Emergências oferece estímulos para a criação de leitos de retaguarda, a serem ocupados pelos pacientes que já passaram pela emergência. Este serviço terá valores de repasse diferenciados para os leitos que ficarem à disposição de pacientes que vêm do pronto-socorro. No caso dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), ao invés dos atuais R$ 500 serão pagos R$ 800. Já a diária para os leitos normais dobra, passando de R$ 145 para R$ 300.
Por participar do S.O.S Emergências, o Santa Marcelina receberá repasses adicionais de R$ 3,6 milhões ao ano para custeio do pronto-socorro e de R$ 3 milhões para financiamento de reformas, ampliações e compra de equipamentos.
FACULDADE DE MEDICINA - O ministro também anunciou a autorização, publicada ontem no diário oficial, para a abertura do primeiro curso de medicina na Zona Leste na Faculdade de Medicina Santa Marcelina. Lembrou ainda os incentivos criados recentemente pelo ministério para a fixação de médicos do SUS nas áreas mais carentes, como o abatimento, por tempo de serviços nessas áreas, de dívidas contraídas com o crédito educacional.
REDE - O S.O.S Emergências foi lançado pela presidenta da República, Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha, em Brasília, no último dia 8 e começou a ser implantado no Hospital Miguel Couto, do Rio de Janeiro, desde o dia 9 e na Santa Casa de São Paulo desde o dia 11. A iniciativa integra a Rede Saúde Toda Hora, que engloba o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa. |
Muitas mulheres se queixam de acne, pele oleosa, queda de cabelos, facilidade para engordar e dificuldade para emagrecer, porém muitas não consideram a hipótese de procurar um ginecologista quando estes problemas aparecem e podem ser surpreendidas ao descobrirem que muitos destes sinais podem ser sintomas da SOP - Síndrome do Ovário Policístico.
A ginecologista Emanuelli Alvarenga Silva, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André explica que a síndrome é muito comum e chega a afetar 5 a 10% da população feminina entre 11 e 40 anos, normalmente em idade reprodutiva.
A principal causa não é conhecida, mas está relacionada ao aumento na produção de insulina devido a uma diminuição de sua ação nas células do organismo, que leva ao aumento da produção de andrógenos - hormônios masculinizantes - pelos ovários. Além disso, há uma disfunção no equilíbrio de dois hormônios da hipófise responsáveis pelo controle dos ovários.
Segundo a médica, o problema ocorre quando o desenvolvimento dos folículos ovarianos não se completa e acaba formando os cistos, que se acumulam na superfície dos ovários, fazendo-os aumentarem de volume.
Entre outros sintomas da síndrome também estão pelos em lugares pouco comuns, ciclos menstruais irregulares, ausência de ovulação e presença de múltiplos cistos pequenos em ambos os ovários.
A síndrome pode ser diagnosticada por meio de exame de imagem e de toque, normalmente o ovário policístico tem o dobro do volume do órgão normal. Exames laboratoriais para avaliação do padrão hormonal também são solicitados.
“No processo de diagnóstico é importante descartar outras doenças como tumores secretores de andrógeno, doenças da glândula suprarrenal e aumento da produção de prolactina”, explica.
Uma mulher com a síndrome dos ovários policísticos possui mais dificuldades para engravidar e os riscos de aborto e complicações não estão descartados.
“Outra problemática é a exposição do endométrio ao estrogênio, que pode propiciar o aparecimento de câncer de endométrio, que é três vezes maior em mulheres com Síndrome de Ovários Policísticos”, alerta Emanuelli. Este desequilíbrio hormonal pode aumentar o risco de diabetes, pressão alta, queda do colesterol bom e alteração nas gorduras do sangue.
O tratamento dependerá da fase da vida da mulher, mas no geral será direcionado aos sintomas da síndrome, já que suas causas são desconhecidas. Portanto o desequilíbrio hormonal, o sobrepeso, os hormônios e a ovulação deverão ser tratados e regulados.
As mulheres precisam saber que existem diferenças entre cistos nos ovários e a síndrome do ovário policístico, que está justamente no tamanho e na quantidade de cistos. Na síndrome, existem cerca de 10 a 20 pequenos cistos com meio centímetro de diâmetro. Já os cistos de ovário são únicos e medem de 3 a 10 centímetros.
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Células-tronco do cordão umbilical, uma forte arma contra o câncer.
O Dia Nacional de Combate ao Câncer, 27 de novembro, foi criado para orientar a população sobre os tipos de tratamento e prevenção da doença. Hoje se sabe que o câncer não é causado apenas por fatores genéticos, mas também por fatores ambientais, como exposição à radiação, e de comportamento pessoal, como a manutenção de hábitos que, comprovadamente, fazem mal à saúde.
Sendo assim, o aparecimento e desenvolvimento de alguns tumores podem ser prevenidos por meio de um estilo de vida mais saudável. Como não fumar; ter uma alimentação balanceada, evitando alimentos gordurosos, enlatados e embutidos; evitar exposição exagerada ao sol; sanar a obesidade; praticar atividade física regularmente; controlar o estresse e realizar consultas médicas periodicamente.
Os tipos de cânceres mais comuns são os de mama, colo de útero, pulmão, próstata, pele e leucemia. E os tratamentos dessa doença podem ser feitos por processo cirúrgico, quimioterapia ou radioterapia, sendo que, dependendo do tipo de tumor, mais de um tratamento pode ser utilizado.
A utilização das células-tronco do sangue do cordão umbilical e placenta (SCUP) foi um dos grandes avanços da medicina para tratar cânceres hematológicos, como leucemias e linfomas. Essas células são coletadas após o nascimento da criança e armazenadas num laboratório específico. Hoje, no Brasil, há bancos privados e públicos que prestam este tipo de serviço. No banco privado os pais armazenarão as células para o próprio filho, enquanto, no público, as células são doadas e qualquer pessoa que esteja na fila de espera poderá usá-las, se forem compatíveis.
“No Brasil a aceitação do uso do SCUP no tratamento de cânceres é boa, mas poderia ser melhor. E devido à pequena quantidade de amostras de SCUP que existem por aqui ficamos atrás de países europeus e dos EUA no número de tratamentos. Além disso, nestes países ocorreu uma diminuição em custos no tratamento oncológico.”, informa a Dra. Adriana Homem, médica responsável técnica do Banco de Cordão Umbilical (BCU Brasil). A Dra. Adriana ainda reforça que essas células-tronco são um bem precioso, que não pode ser desperdiçado. “Se os pais não puderem armazenar estas células num banco privado, é importante que pelo menos doe aos bancos públicos, porque aumentando o número de células armazenadas continuaremos avançando nas pesquisas e tratamentos.”, diz a Dra. Adriana.
Assim, o Dia Nacional de Combate ao Câncer é uma data importante para conscientizar a população sobre a luta contra o câncer. | |
SUS garante tratamento preventivo para hemofílicos
Profilaxia primária prevê o uso domiciliar de medicamento para a reposição de fatores de coagulação em pacientes com hemofilia grave dos tipos A e B. Procedimento é indicado para crianças com até 3 anos e resulta na melhoria da qualidade de vida dos hemofílicos
Hemofílicos assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) têm garantida a chamada “profilaxia primária” para o tratamento de hemofilia grave dos tipos A e B. O procedimento preventivo à doença é indicado para pacientes com até 3 anos de idade que tenham tido até uma ocorrência de sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose). O tratamento profilático, que consiste no uso de medicamento (hemoderivado) para a reposição do Fator de Coagulação VIII no organismo, previne lesões nas articulações (artropatias) como também diminui a possibilidade de sangramentos. “Esperamos que estas crianças ganhem uma melhor qualidade de vida. Prevenindo as conseqüências da hemofilia desde cedo, os pacientes têm de utilizar menos medicamentos e passam por menos interferências hospitalares”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A profilaxia primária passa a ser oferecida no SUS a partir deste mês, respaldada por protocolo discutido desde 2006 pelo Comitê Nacional de Coagulopatias, coordenado pelo Ministério da Saúde. Para ter acesso ao tratamento e receber o hemoderivado (Fator VIII), os pacientes precisam estar cadastrados em um dos 35 Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH), onde têm orientação e acompanhamento médico para a obtenção do medicamento de uso domiciliar. A adesão ao tratamento está condicionada à avaliação clínica, social e psicológica e também à assinatura de termo de consentimento, pelo qual o paciente (ou responsável) atesta a responsabilidade pelo tratamento em casa. Do total de CTHs implementados no país, 32 são vinculados a hemocentros coordenadores de redes estaduais e regionais e unidades de menor porte em hemocentros e hemonúcleos nos estados.
O tratamento profilático da hemofilia é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, reforça que o tratamento domiciliar deve ser iniciado anteriormente ao desenvolvimento de danos nas articulações. “A prevenção, por meio da profilaxia primária, reduz o risco da instalação de deficiências físicas permanentes, trazendo também benefícios ao paciente e também à sociedade. As crianças passam a ter melhor desempenho escolar, por exemplo, e os adultos, aumento da produtividade, reduzindo-se substancialmente a possibilidade de invalidez”, afirma.
Atualmente, 15 mil portadores da doença são assistidos pela rede pública de saúde (recebem medicamentos pelo SUS, incluindo aqueles que possuem convênios e planos de saúde ou que recorrem ao sistema privado de saúde). Deste total de pacientes, 10.464 mil são cadastrados como hemofílicos A e B.
INVESTIMENTO – Para garantir a profilaxia primária aos hemofílicos assistidos pelo SUS, o Ministério da Saúde adquiriu 304 milhões de UI (Unidades Internacionais) de Fator VIII para utilização neste ano e 850 milhões de UI para os próximos dois anos, sendo 640 milhões de unidades para 2012 e 210 milhões de UI para o primeiro trimestre de 2013. O investimento financeiro total chega a R$ 522 milhões.
HEMOFILIA – A hemofilia é uma doença hemorrágica, de herança genética, que leva à perda de mobilidade do paciente. Ela se caracteriza pela deficiência quantitativa e/ou qualitativa de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B). O tratamento profilático corresponde à reposição destes fatores no organismo, de maneira periódica e ininterrupta a longo prazo, iniciada antes ou após ocorrência do primeiro sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose) e antes dos 3 anos de idade, por período superior a 45 semanas por ano.
INDICAÇÃO – A profilaxia primária é indicada para pacientes:
ü Com diagnóstico confirmado de hemofilia A ou B grave; isto é, com dosagem de Fator VIII ou IX menor que 1%;
ü Que tenham idade até 3 anos e apresentado pelo menos um episódio de hemartrose em qualquer articulação ou hemorragia intracraniana;
ü Que tenham tido até um sangramento articular. |
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